Para CIC e CDL Governo do RS confirma restrições mais severas a partir das 22 horas

EMPRESAS NÃO PODEM SER PREJUDICADAS NOVAMENTE COM MAIS RESTRIÇÕES

 20/02

O governador do Estado, Eduardo Leite, assinou na manhã de sábado, 20 de fevereiro, o Decreto 55.764, que proíbe a abertura para atendimento ao público de todo e qualquer estabelecimento, durante o horário compreendido entre as 22h e as 5h.

De acordo com o decreto, as restrições atingem lojas, restaurantes, bares, pubs, centros comerciais, cinemas, teatros, auditórios, casas de shows, circos, casas de espetáculos e similares, dentre outros, que realizem atendimento ao público, com ou sem grande afluxo de pessoas.

A medida, válida até o dia 2 de março,  também veda a realização de festas, reuniões ou eventos, formação de filas e aglomerações de pessoas nos recintos ou nas áreas internas e externas de circulação ou de espera.

A circulação nas faixas de areia das praias, calçadas, portarias e entradas de prédios e estabelecimentos, públicos ou privados, também está proibida durante esse período.

O decreto não se aplica a farmácias, hospitais e clínicas médicas, serviços funerários, serviços agropecuários, veterinários e de cuidados com animais em cativeiro, assistência social e atendimento à população vulnerável  e estabelecimentos dedicados à alimentação e hospedagem de transportadores de cargas e de passageiros. A suspensão geral também não atinge atividades industriais noturnas.

Os postos de combustíveis não são afetados pelo texto, porém fica proibida, em qualquer caso, a aglomeração de pessoas nos espaços de circulação e nas suas dependências.

Os Municípios deverão determinar a fiscalização, pelos órgãos municipais responsáveis, acerca do cumprimento das proibições e das determinações estabelecidas neste Decreto.

Constitui crime, nos termos do artigo 268 do Código Penal, infringir determinação do Poder Público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.

O Decreto prevê que as autoridades deverão adotar as providências cabíveis para a punição, cível, administrativa e criminal, bem como para a prisão, em flagrante, quando for o caso, de todos aqueles que descumprirem ou colaborarem para o descumprimento das medidas estabelecidas nas novas determinações.

EMPRESAS NÃO PODEM SER PREJUDICADAS NOVAMENTE COM MAIS RESTRIÇÕES

 20/02

Município não descarta medidas mais restritivas para conter avanço da pandemia

No dia seguinte a divulgação da classificação preliminar em Bandeira Preta para a Serra Gaúcha, o prefeito de Garibaldi, Alex Carniel, reuniu o Comitê Municipal de Enfrentamento ao novo Coronavírus para avaliar as ações que poderão ser desenvolvidas nos próximos dias.

O vice-presidente de Serviços da CIC, César Ongaratto, e o presidente da CDL e vice-presidente do Comércio da CIC, Tiago Furlanetto, participaram do encontro e enfatizaram a importância de proteger as pessoas contra o avanço da pandemia sem prejudicar o funcionamento das empresas.

O encontro, realizado na manhã de sábado, 20 de fevereiro, foi definido que o Município, dada à gravidade da situação, irá avaliar a necessidade de medidas mais restritivas após a publicação do decreto Estadual, sem desconsiderar a importância da manutenção das atividades econômicas.

“A gente não quer fechar nada, mas também temos a responsabilidade de cuidar de vidas”, salientou. “Temos que estar unidos para que possamos enfrentar esse momento crítico de maneira mais forte”, enfatizou Carniel.

A médica epidemiologista, Natália Rodighero Leal, disse que, em uma comparação entre a primeira e a terceira semana de fevereiro, houve 83% de aumento de coleta de  PCR em casos suspeitos de Covid-19 e 26% nas consultas.

Desde a sua abertura, em maio do ano passado, a UTI de Garibaldi recebeu 156 internações, sendo pouco mais de 10% da região. Há algumas semanas não há nenhum paciente de Garibaldi internado na UTI do Hospital Beneficente São Pedro.

“Essa calmaria toda me dá medo”, alertou a médica pneumologista, vice- coordenadora da UTI do HBSP, Lilian Rech Pasin Jacobi. “Precisamos nos preparar, mas teremos que construir planos para um aumento expressivo nos atendimentos no hospital”.

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